Com Selic a 9%, poupança voltará a render mais que renda fixa

A previsão de juros básicos de 9% ao ano ou menos no fim deste ano pode ressuscitar as hoje desprezadas cadernetas de poupança.

Com a Selic hoje em 12,25% ao ano, as cadernetas ainda perdem para fundos conservadores, os antigos DI ou Curto Prazo, que tenham taxa de administração de até 3% para prazos mais longos, nos quais o imposto é menor, e de 2% para todos os prazos, estimando um retorno de 7,4% líquidos ao ano para as cadernetas.

Já se o juro cair para 9%, como estimam diversos bancos e analistas, somente fundos com taxa de administração igual ou inferior a 1% ganharão da poupança em todos os prazos. Os com 1,5% de taxa conseguirão superar a poupança em prazos de mais de 2 anos apenas, nos quais o imposto é mais baixo.

Fundos com juros de 9%

Tx Adm (%) 2,5 2 1,5 1 0,5
Imposto          
15,00% 5,40% 5,80% 6,30% 6,70% 7,20%
17,50% 5,20% 5,60% 6,10% 6,50% 7,00%
20,00% 5,00% 5,50% 5,90% 6,30% 6,80%
22,50% 4,90% 5,30% 5,70% 6,10% 6,60%

O motivo é que quanto menor a taxa de juros, maior o impacto da taxa de administração sobre o rendimento do fundo. A taxa é cobrada pelo banco sobre o patrimônio total, não só sobre a rentabilidade.

Com isso, acaba tendo efeito mais forte quando a taxa de juros é menor. Com o juro de 9%, por exemplo, em um fundo que cobre 3% ao ano, o banco ficará com um terço do ganho da aplicação da carteira, deixando 6% ao ano para o investidor, que terá de pagar ainda imposto de renda sobre o rendimento.

E haverá casos de fundos em que o banco ganhará mais que o aplicador, como nas carteiras que cobram taxas de 4,5%, 5% ou até 5,5% ao ano (confira a tabela com os fundos DI, curto prazo e Renda Fixa abaixo).

O ganho do investidor em fundos também é reduzido pelo imposto de renda, que pode ir de 22,5% até seis meses, 20% de seis meses a um ano, 17,5% de um a dois anos e 15% acima de dois anos. Quanto menor o prazo, maior o imposto e menor o rendimento do fundo.

Já as cadernetas têm a vantagem do rendimento mínimo de 6,17% ao ano sem imposto de renda, mais a taxa referencial (TR).

Considerando uma aplicação que renda o CDI, com a Selic a 9%, uma aplicação de um ano que pagasse 100% do CDI, com imposto de 17,25%, renderia 7,42% líquidos.

Comparando com a caderneta, os juros da poupança, de 6,17% ao ano, equivaleriam a 83% do ganho líquido da Selic, de 7,42%. Isso para os felizardos que conseguissem 100% do CDI, o que não é para qualquer um.

O professor William Eid Junior, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, fez um cálculo do impacto da queda dos juros nos fundos de investimento.

Ele considerou um fundo com taxa de 1% ao ano e juros de 9% ao ano e imposto de renda pela alíquota mais baixa, de dois anos, ou 15%.

A cobrança da taxa de administração foi estimada pela média do patrimônio, que cresce com os juros, por isso ela é de mais de 1% (1,045%). O resultado final é 6,762% líquidos, pouco acima do juro da poupança, de 6,17%.

Quanto sobra  
juros 9%
taxa de administração 1,045%
rendimento líquido de taxa 7,955%
IR ( dois anos?) -1,193%
resultado líquido de IR 6,762%

A situação muda se o juro básico cair para 8,75% ao ano. Nesse caso, deixa de valer o juro mínimo de 6,17% ao ano e entra em vigor o novo cálculo do rendimento da caderneta, que equivale a 70% da Selic.

É bem provável que o Banco Central (BC) leve em conta esse “desconforto” para os fundos de investimento com a queda da Selic e derrube a taxa de juros para os 8,75%, nível que aciona a mudança de cálculo das cadernetas. Mesmo assim, fundos com taxas acima de 2% continuarão empatando ou perdendo para a caderneta, dependendo do prazo.

Mais cuidado com a renda fixa

Mas não serão apenas os fundos e as cadernetas que sofrerão o impacto da queda do juro básico. Ele obrigará os investidores a tomarem mais cuidado ao investir seu dinheiro, muito mais do que tomam hoje com juros exorbitantes de quase 8% reais ao ano.

Com o ganho menor, quanto menos o investidor tiver de deixar na mão do Leão, melhor. Será mais interessante, portanto, alongar as aplicações para obter alíquotas mais baixas, de 15% ao ano, o que exigirá também um esforço do investidor em separar os recursos de curto, médio e longo prazo.

Aplicações isentas no radar

O aplicador terá então de ser mais seletivo com suas aplicações, escolhendo as que tenham menor taxa de administração, no caso dos fundos mais conservadores de renda fixa, ou procurando as que sejam isentas de imposto de renda, como as LCA e LCI ou os CRI ou CRA ou as debêntures.

Os 70% da Selic oferecidos pelo novo cálculo da poupança podem ser um bom referencial para o investidor pedir nos papéis isentos. E uma LCI mais curta poderá ter um retorno melhor que um fundo de curto prazo.

Outra preocupação será, nas aplicações tributadas, buscar os prazos mais longos para reduzir as alíquotas. Mas será preciso calcular bem os prazos das aplicações, para não ser pego no contrapé e ter de tirar o dinheiro antes da hora da aplicação.

Soluço de baixa inflação?

Há, porém, outro fator a ser levado em conta, que é a sustentação dessa queda de juros. William Eid Junior acha que essa queda atual do IPCA para perto de 4% é mais um “soluço” do que um novo nível para inflação brasileira.

“Por isso, há uma crença generalizada que o juro vai cair, mas eu acho que, se chegar a 9% ao ano, não vai ficar por muito tempo”, diz. Nos primeiros sinais de retomada da economia, os índices tendem a subir e voltar para mais perto de 10%.

Pouca atenção à rentabilidade

Sobre a queda da rentabilidade dos fundos, Eid não espera uma saída forte de recursos. “O investidor brasileiro não está preocupado com rentabilidade”, diz.

E explica: dentro das finanças comportamentais, na pirâmide de investimentos, a base mais larga é simplesmente para proteção contra a pobreza.

Para elas, não importa que a rentabilidade seja baixa. Por isso muita gente investe em imóveis ou poupança mesmo perdendo dinheiro horrivelmente, diz o professor.

“Temos 100 milhões de contas e poupança rendendo metade do que rendem outras aplicações e as pessoas não migram, porque não olham o retorno”, diz. Foi o que mostrou também estudo feito pelo Guiabolso, mostrando a baixa rentabilidade das aplicações de seus usuários.

Complicação financeira

A isso se soma o fato de que outras aplicações são mais difíceis, até mesmo os fundos. “Os nomes das novas categorias de fundos são complicadas, as pessoas não entendem o que é uma duração longa ou curta ou soberana”, lembra Eid.

E é preciso responder questionários complicados para o pequeno investidor, o que dificulta o investimento em fundos. Para outras aplicações então, como Tesouro Direto e LCI e LCA, é preciso ter conta em uma corretora, o que é outro desafio.

Por essas dificuldades, o percentual de varejo em fundos caiu a menos da metade em seis anos, diz o professor. “O varejo representava 30% do total de fundos e hoje essa fatia caiu para 12%”, diz.

Para Eid, a queda dos juros deve levar a uma maior propensão ao consumo em camadas específicas de renda da sociedade. “Muitos de alta renda vão comprar o carro novo, viajar, ou então, na baixa renda, comprar a geladeira ou a televisão nova”, diz.

Além disso, o brasileiro não guarda dinheiro, afirma Eid. “A poupança média do brasileiro é de R$ 2 mil, equivale à renda média mensal, ou seja, ele tem reserva para sobreviver um mês”, diz. E isso ocorre também na alta renda. “Vejo médicos, ganhando 30 mil que não guardavam nada.”

Foco nos fundos

Apesar das propostas para reduzir as taxas de administração com a criação dos fundos de renda fixa simples, totalmente digitais e que aproveitavam o fim da obrigatoriedade de envio de correspondências e outros custos, ainda há muitas carteiras com taxas altíssimas, de 5,5% ao ano, como mostra estudo feito com o sistema Economática de fundos, com carteiras de curto prazo, DI e renda fixa com patrimônio acima de R$ 50 milhões para clientes de varejo.

No caso de os juros caírem para 9%, esses fundos renderão mais para o banco do que para o cliente, que ficará com 3,5% de ganho depois de descontados os 5,5% para o gestor. E, sobre esses 3,5% que sobrarem, ainda haverá desconto de imposto de renda.

Os bancos justificam a cobrança pelos custos com sistemas de aplicação e resgate automáticos e pela estrutura de varejo, com seus serviços e controles para milhares de clientes.

No caso do Hiperfundo, do Bradesco, o cliente concorre a prêmios. Mas a culpa, na maioria dos casos é do investidor, que não se organiza para colocar o dinheiro em outras aplicações mais rentáveis ou se acomoda com o fundo que o gerente, que tem metas para cumprir, lhe oferece.

Comodidade tem custo

Em alguns casos, a comodidade do fundo pode compensar um ganho menor na caderneta. É o caso de quem precisa sacar o dinheiro antes de 30 dias ou em um dia fora da data de vencimento da conta.

Como o fundo tem liquidez diária, o investidor não perde um dia sequer de investimento se tiver de sacar antes. Mas é possível fazer isso com fundos mais baratos.

Para os muito desorganizados, pode ser melhor até ganhar menos desde que o banco resgate a aplicação para cobrir um saldo devedor de uma conta ou débito que cai na conta e a pessoa não lembra.

Mas a combinação de falta de organização, desconhecimento, desinteresse, e até mesmo preguiça, é uma fonte inesgotável de lucro fácil para os bancos.

Basta ver, pelos percentuais de volatilidade, perto de zero no ano, que poucos bancos se mexem para aumentar os ganhos dos fundos, enchendo as carteiras de títulos públicos ou privados de menor prazo possível.

Outro sinal dessa gestão passiva é que a diferença de rentabilidade dos fundos DI indexados e dos renda fixa tradicionais, que poderiam diversificar mais suas carteiras, é pequena, apesar dos nomes super, max, híper, extra, top, plus, prêmio, inteligente ou brilhante.

Assim, a rentabilidade varia mais em função da taxa de administração das carteiras. Em alguns casos, o rendimento bruto dos fundos, sem desconto do imposto de renda, fica abaixo do da caderneta.

Basta comparar o desempenho neste ano, em um ano e dois com o rendimento da poupança, de 1,26%, 8,34% e 17,23%, respectivamente.

Para empatar com esse ganho líquido, os fundos teriam de render pelo menos 1,48% em 2017, 9,82% em um ano e 20,30% em dois anos, considerando uma alíquota de 15%, a mais baixa.

Nos fundos de curto prazo, que têm a alíquota mínima de 20%, os fundos teriam de render mais, 1,57% no ano, 10,42% em 12 meses e 21,54% em dois anos.

Fundos na Mira

Nome Gestora Cotistas PL R$/mil PL/média Em 1 mês Em 2017 Em 1 ano Em 2 anos Volat. Taxa Adm.
Santander Fc Inteligente RF CP Santander 32.551 472.730 57,21 0,43 1,44 7,69 15,93 0,03 5,50
Banrisul Automatico FI RF CP Banrisul 792 365.586 130,11 0,43 1,44 7,70 15,92 0,03 5,50
Santander Fc Empresas RF CP Santander 42.243 3.591.251 52,59 0,47 1,55 8,24 17,12 0,03 5,00
Santander Fc Classic RF Ref DI Santander 108.224 1.496.791 60,04 0,47 1,56 8,25 17,27 0,03 5,00
Santander Fc Extra RF Ref DI Santander 19.260 68.969 95,99 0,52 1,68 8,96 18,84 0,04 4,20
Santander FICFI Top RF Santander 15.466 83.223 88,78 0,52 1,77 9,37 19,58 0,04 4,00
Bradesco RF Ref DI Hiperfundo Bram Bradesco 277.469 3.761.098 86,72 0,55 1,79 9,38 19,64 0,03 3,90
Itau Premio RF Ref DI FICFI Itau Unibanco 23.750 235.874 94,26 0,55 1,80 9,50 19,86 0,04 3,90
Itau Premio RF FICFI Itau Unibanco 17.980 199.598 95,60 0,59 1,88 9,61 20,18 0,07 3,90
BB RF LP 100 FICFI BB Dtvm S.A 443.869 11.856.296 116,93 0,52 1,78 9,42 19,67 0,03 3,80
BB RF CP Automatico Fc BB Dtvm S.A 140.420 12.463.550 116,36 0,56 1,83 9,59 20,01 0,03 3,70
Bradesco FICFI Ref DI Safira Bram Bradesco 10.785 566.667 107,72 0,57 1,87 9,81 20,59 0,03 3,50
BB CP Estilo FICFI BB Dtvm S.A 125.744 4.399.209 116,26 0,61 1,98 10,35 21,65 0,03 3,00
FI Banestes Investidor RF CP Banestes Dtvm 1.933 248.766 97,55 0,61 2,00 10,47 21,96 0,03 3,00
Bradesco H Fc FI RF Ref DI LP 50 Bram Bradesco 27.208 279.216 72,91 0,62 2,03 10,48 22,07 0,04 3,00
Itau Pers RF Ref DI FICFI Itau Unibanco 1.441 520.002 133,02 0,63 2,04 10,66 22,45 0,04 3,00
Santander Supremo RF Ref DI Santander 12.888 750.368 149,05 0,64 2,04 10,59 22,16 0,05 2,70
BB RF Ref DI Social 50 Fc FI BB Dtvm S.A 11.988 163.348 142,30 0,66 2,11 11,05 23,18 0,10 2,60
Bradesco RF Simples Brilhante Bram Bradesco 22.470 2.321.734 171,30 0,64 2,09 10,85 22,94 0,03 2,50
BB RF CP 200 FICFI BB Dtvm S.A 211.505 6.098.579 98,61 0,65 2,10 10,89 22,85 0,03 2,50
BNB FICFI RF CP BNB 34.739 619.364 106,52 0,64 2,10 10,94 23,01 0,03 2,50
Santander Fc Senior RF Ref DI Santander 13.269 823.416 127,79 0,65 2,11 10,96 23,21 0,03 2,50
Santander FICFI Senior RF Santander 5.639 209.258 98,41 0,62 2,09 11,08 23,35 0,04 2,50
Itau RF Ref DI Super FICFI Itau Unibanco 33.419 1.370.706 108,05 0,66 2,13 11,11 23,39 0,04 2,50
Itau Money Market RF FICFI Itau Unibanco 20.906 56.436 103,14 0,69 2,18 11,13 23,50 0,07 2,50
Itau Super RF FICFI Itau Unibanco 7.574 359.633 94,34 0,69 2,19 11,19 23,66 0,07 2,50
BB RF LP 500 Fc FI BB Dtvm S.A 3.980 80.142 83,69 0,68 2,24 11,58 24,67 0,17 2,50
BNB Classico FICFI RF Ref DI BNB 15.426 126.959 102,25 0,71 2,29 11,59 24,42 0,08 2,50
BB Nc RF Ref DI LP Principal Fc FI BB Dtvm S.A 13.677 359.066 97,12 0,61 2,06 10,80 22,79 0,03 2,47
Wa DI Plus Fc FI RF Ref Western Asset 1.525 72.576 97,06 0,67 2,10 10,99 23,25 0,11 2,45
HSBC FICFI RF LP Plus Bram Bradesco 6.283 126.141 94,61 0,68 2,33 11,65 24,19 1,64 2,15
FI RF BRB Mais BRB Dtvm 7.518 240.993 110,70 0,59 2,00 11,22 24,62 0,11 2,00
Santander Fc Extra Plus RF Ref DI Santander 12.406 193.858 120,42 0,68 2,21 11,49 24,38 0,03 2,00
HSBC FIC RF Ref DI LP Empresa Bram Bradesco 1.773 518.561 100,03 0,68 2,22 11,58 24,63 0,04 2,00
Bradesco H Fc FI RF Ref DI LP 1.000 Bram Bradesco 12.268 502.530 62,67 0,69 2,25 11,63 24,65 0,04 2,00
Itau Uniclass RF Refer DI FICFI Itau Unibanco 44.762 956.279 117,33 0,69 2,24 11,65 24,56 0,04 2,00
Itau Empresa RF Ref DI FICFI Itau Unibanco 302 80.403 109,35 0,70 2,25 11,73 24,81 0,04 2,00
Itau Uniclass RF FICFI Itau Unibanco 11.492 170.809 170,94 0,73 2,30 11,73 24,84 0,07 2,00
Itau Personnalite RF Refer DI Plus Itau Unibanco 4.886 1.200.578 98,71 0,70 2,26 11,78 24,93 0,04 2,00
BB RF 500 FICFI BB Dtvm S.A 405.421 12.088.013 116,26 0,70 2,25 11,79 24,72 0,08 2,00
BB RF Ref DI 500 Fc BB Dtvm S.A 78.218 2.046.202 111,65 0,70 2,25 11,79 24,83 0,10 2,00
Itau Personnalite Plus RF FICFI Itau Unibanco 3.934 147.402 90,44 0,73 2,32 11,82 25,13 0,08 2,00
Itau Max RF FICFI Itau Unibanco 13.352 630.253 157,40 0,75 2,35 11,99 25,43 0,07 1,80
Bradesco H Fc FI RF Ref DI LP Classic Bram Bradesco 1.796 48.619 89,20 0,71 2,31 11,88 25,15 0,04 1,75
Uniclass Conservador FICFI RF Itau Unibanco 3.058 216.948 93,64 0,75 2,36 12,03 25,54 0,07 1,75
Itau Person Special RF Refer DI FICFI Itau Unibanco 19.145 406.137 109,56 0,72 2,33 12,10 25,65 0,04 1,70
Bradesco Prime FICFI RF Ref DI Bram Bradesco 8.570 298.690 115,91 0,71 2,29 11,89 25,19 0,03 1,60
Itau Uniclass Maxi RF Refer DI FICFI Itau Unibanco 23.487 678.166 93,80 0,72 2,33 12,10 25,58 0,04 1,60
Itau Uniclass Maxi RF FICFI Itau Unibanco 4.299 129.677 93,55 0,76 2,39 12,19 25,88 0,07 1,60

 

 

 

 

 

 

Fonte: Exame.com

STF rejeita recurso e mantém processos de Lula com Sergio Moro

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira, 23, um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão do ministro Teori Zavascki que remeteu investigações sobre ele para o juiz federal Sergio Moro, responsável pela condução da Operação Lava Jato na primeira instância.

A decisão foi tomada de forma unânime no plenário nesta quinta e foi a primeira em que votou o mais novo ministro da Corte, Alexandre de Moraes, que tomou posse na quarta-feira.

O pedido de Lula foi feito por meio de uma reclamação sigilosa no STF, que estava há semanas na pauta de julgamento. Em 13 de junho de 2016, Teori invalidou parte da interceptação telefônica feita pela Lava Jato, envolvendo o petista e a então ex-presidente Dilma Rousseff, por considerá-la ilegal, apontando que Moro usurpou a competência do STF ao autorizar os grampos que pegaram a então presidente e o ex-presidente.

Teori, no entanto, manteve o processo com Moro. Os advogados de Lula também haviam pedido que a ação do juiz do Paraná fosse investigada pelo Ministério Público, o que foi negado. A decisão de Teori fez com que os processos em que se apura se Lula é ou não dono de um sítio em Atibaia (SP) e um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, sigam tramitando na alçada de Moro.

A defesa de Lula já fez várias investidas contra o juiz do Paraná alegando que ele trata o ex-presidente como inimigo e que age com parcialidade nos processos envolvendo o petista – nenhuma delas até agora obteve sucesso. O juiz rejeita a acusação.

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Temer diz em entrevista que pensa em procurar Lula para discutir situação do país

O presidente Michel Temer gravou nesta quarta-­feira (22) uma entrevista com o jornalista Roberto D'Avila, da GloboNews, em que afirma que pensa em procurar o ex­ presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar sobre a situação atual do Brasil. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo ele, D'Avila tocou no assunto ao mencionar o encontro que os dois tiveram no velório de Dona Marisa, no mês passado. Com isso, o jornalista perguntou se tiveram uma conversa política, ou se ele considera procurar Lula com esse intuito. Temer diz que sim, mas não dá mais detalhes.

Em outro momento da entrevista, que irá ao ar hoje às 23h30 (horário de Brasília), D'Avila pergunta se ele não pensa em se reinventar, sendo um político tradicional em um cenário de tantas mudanças no país. "Desde a faculdade sugerem que eu me reinvente", confessou Temer descartando a hipótese e afirmando que irá se ater ao seu modo de governar.

 

 

Fonte: Infomoney.com.br

Fuja das armadilhas mais comuns para quem estuda online

Estudar por conta própria pode ter um monte de armadilhas. Josemary Morastoni, coordenadora da Graduação em Pedagogia da Universidade Positivo, dá dicas para que você não se perca nesse caminho.

 

1. Não vale achar que só porque você vai estudar à distância as coisas vão ser fáceis, ok? A matéria é a mesma do que em um curso presencial, e a sua atenção tem que ser redobrada. “A exigência nos cursos EAD é a mesma que alunos presenciais experimentam, com o agravante de que o professor não está de olho em você e não pode chamar a sua atenção”, explica Josemary. “Estudar com redes sociais e outras distrações por perto não é um erro exclusivo do mundo EAD. Mesmo em salas de aula convencionais, existem mil e uma distrações prontas para roubar a atenção de um momento valioso, mas o aluno é o próprio motivador para focar durante a aula e aproveitar os momentos de interação que o curso oferece.

2. A flexibilidade sempre se destaca dentre os fatores de quem escolhe estudar à distância. Mas cuidado. “Escolher a hora em que vai estudar pode ser a melhor ou a pior coisa para o seu aprendizado”, sentencia Josemary. Você precisa fazer escolhas conscientes. Quando você “funciona” melhor? Qual a melhor hora para estudar? Tenha sempre isso em mente e não fique adiando. “Dedicação e comprometimento são palavras-chave na Educação a Distância”, lembra Josemary. Você precisa se organizar direitinho e continuar persistente.

3. Não pule etapas e não apresse o processo de aprendizado. “Aprender é algo que leva tempo. Não importa como o conhecimento está sendo repassado (com o uso de tecnologia ou de um quadro negro), as informações devem ser absorvidas e sintetizadas”, resume a professora.

4. Não ache que só por estudar estudando à distância você precisa ficar sozinho. “Se uma sala de aula comporta 30 ou 40 alunos, com aulas online, o número de pessoas que podem participar ao mesmo tempo do curso é infinitamente maior”, diz Josemary. “Alunos de todo o país (e até do exterior) podem estudar juntos e isso deve ser aproveitado. Trocas e discussões são uma importante maneira de aprendizado.”

 

 

 

Fonte: Guiadoestudante.abril.com.br

Mudanças na Lei Rouanet estipulam limite para preço de ingresso

O Ministério da Cultura anunciou nesta terça-feira um pacote de mudanças na Lei Rouanet. Entre as modificações está a fiscalização mais rigorosa do uso dos recursos, para que a prestação de contas seja feita em tempo real, e um limite de 150 reais para o preço médio de ingressos de eventos realizados com verbas do programa.

Segundo dados do ministério, atualmente há um passivo de 18 mil projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet com a prestação de contas em análise. Com as mudanças, cada projeto cultural terá uma conta vinculada no Banco do Brasil e os gastos serão lançados no Portal da Transparência do governo, o que permitirá que qualquer pessoa acompanhe o caminho do dinheiro em tempo real.

Por meio da instrução normativa, o ministério também estabeleceu um teto na captação de recursos de 10 milhões de reais por projeto, e definiu que pessoas jurídicas poderão arrecadar, no máximo, um total de 40 milhões de reais.

As alterações também criaram facilidades para os agentes culturais que investirem em projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Hoje, 80% dos projetos atendem a Estados do Sudeste. Para essas regiões, por exemplo, o teto será um pouco maior, de 15 milhões de reais, e não haverá um número máximo de projetos por empresa.

Críticas

Desde que assumiu o Ministério da Cultura, em novembro de 2016, Roberto Freire tem apontado como prioridade as mudanças das regras da Lei Rouanet. No ano passado, a Operação Boca Livre, da Polícia Federal, identificou desvios de cerca de 180 milhões de reais com fraudes durante a gestão de Dilma Rousseff.

Durante a apresentação das novas regras, o ministro fez críticas ao governo da ex-presidente e disse que, por conta das irregularidades que vieram à tona, houve uma “demonização da Lei Rouanet”, colocando em risco a continuidade do programa, criado em 1991. “A lei começou a ser vista como uma lei que provocava distorções, que havia sido usada como instrumento de permanência política do grupo que estava sofrendo o processo de impeachment. Se houvesse um crescimento (desse sentimento), quem seria prejudicado seria a própria cultura brasileira”, disse.

Segundo ele, as mudanças foram “a resposta que a sociedade brasileira exigiu para que a Lei Rouanet pudesse continuar”. O ministro também afirmou esperar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara para investigar as irregularidades na aplicação da Lei Rouanet defina novos encaminhamentos legislativos para aprimorar as regras.

A Lei Rouanet é um dos principais programas do governo federal de incentivo à cultura, que permite que empresas e pessoas físicas descontem do Imposto de Renda valores que foram diretamente repassados a projetos culturais, como a realização de festivais de música, peças de teatro, espetáculo de dança, produção de livros, preservação de patrimônios históricos, entre outras iniciativas.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Como declarar poupança no Imposto de Renda 2017

Você tem um saldo considerável na poupança e não sabe como declarar no Imposto de Renda? Calma, esse procedimento é relativamente simples.

O primeiro passo é informar o saldo da caderneta na ficha de “Bens e Direitos”, já que o investimento é considerado um bem pela Receita Federal. Em seguida, será preciso declarar os rendimentos obtidos com o investimento na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Para declarar o saldo da poupança, abra a ficha de “Bens e Direitos” da declaração e selecione o código “41 – Caderneta de poupança”.

No campo “Discriminação” indique o nome e CNPJ da instituição financeira, o número da conta e, se ela for conjunta, o nome e o CPF do outro titular.

Em “Situação em 31/12/2015”, declare o saldo da poupança nessa data. Caso a poupança tenha sido iniciada no ano passado, deixe o campo em branco. Da mesma forma, em “Situação em 31/12/2016” informe a quantia que estava depositada na poupança nesse dia.

Ao informar os rendimentos gerados pela aplicação na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, informe o valor na linha “12 – Rendimentos de cadernetas de poupanças, letras hipotecárias, letras de crédito do agronegócio e imobiliário (LCA e LCI) e certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários (CRA e CRI)”.

Os rendimentos obtidos com a poupança são sempre isentos do IR, ainda que tenham sido recebidos em virtude de decisão judicial que determinou a correção dos valores depositados por índice diferente do fixado para a aplicação.

Onde encontrar os valores?

Tanto os saldos da poupança em 2015 e 2016 quanto o valor exato dos rendimentos registrados na aplicação financeira podem ser consultados no informe de rendimento fornecido pelo seu banco.

Esse documento pode ser enviado por correio, consultado pelo internet banking e em caixas eletrônicos ou solicitado nas agências bancárias.

No informe, os bancos detalham as informações tal como elas devem aparecer na declaração: com o saldo em 2015 e 2016, os rendimentos obtidos no período, além da razão social e CNPJ do próprio banco.

Além de facilitar o preenchimento da declaração, observar o informe é importante porque qualquer diferença entre os dados passados pelo banco e os informados pelo contribuinte podem levar a declaração a ser retida na malha fina.

Sou obrigado a declarar a poupança?

Ter dinheiro aplicado na poupança só pode obrigar o contribuinte a declarar o Imposto de Renda em dois casos, segundo a Receita Federal (veja quem está obrigado a declarar o IR 2017).

A primeira regra aponta que está obrigado a declarar o IR quem tinha, em 31/12/2016, a posse de bens ou direitos que somavam mais de 300 mil reais.

Portanto, os contribuintes que tinham mais de 300 mil reais na poupança, ou possuíam na data outros bens, como imóveis e carros, que, somados ao valor da poupança, ultrapassaram 300 mil reais, devem declarar o Imposto de Renda.

A segunda regra diz respeito aos rendimentos isentos. Quem recebeu, em 2016, mais de 40 mil reais em rendimento isentos, como é o caso do obtido com a poupança, também deve declarar.

Assim, se você tinha um belo montante investido na poupança, que garantiu um rendimento superior a 40 mil reais em 2016, você estará obrigado a declarar, por mais que não se enquadre nas outras regras de obrigatoriedade para entrega da declaração.

O contribuinte que se encaixou em uma dessas duas regras só estará dispensado da entrega da declaração se for incluído como dependente no Imposto de Renda de outra pessoa (conheça as regras para declarar dependentes no Imposto de Renda 2017).

Dilma diz que Temer é medroso e dispara: Cunha está dizendo que o hoje presidente roubava na Caixa

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a ex­presidente Dilma Rousseff afirmou que o seu capítulo preferido é o das perguntas de Eduardo Cunha a Temer, parte das quais foram vetadas pelo juiz Sergio Moro. "Quando li a primeira vez, lá sabia quem era José Yunes [ex­assessor da Presidência]? Mas lá está Eduardo Cunha dizendo que quem roubava na Caixa Econômica Federal, no FGTS, é o Temer. Leia, minha filha. Não tenho acesso às delações, mas sei o que é um roteiro. E lá está explícito roteiro da delação de Eduardo Cunha. Explícito. Alguém não sabe que o Cunha está dizendo que não foi o Yunes, mas o Temer?" Ela ainda contestou as notícias de que Michel Temer seria um presidente habilidoso. "Temer é um cara frágil. Extremamente frágil. Fraco. Medroso. Completamente medroso. Padilha não é. A hora em que ele [Temer] começa assim [em pé, mostra as mãos em sentido contrário, com os dedos apertados em forma de gancho]. É um cara que não enfrenta nada!". Dilma que ainda que impediu o ministro Moreira Franco, que é atualmente da Secretaria­Geral da Presidência, de "roubar" quando ele integrava o seu governo. "O gato angorá [Moreira Franco] tem uma bronca danada de mim porque eu não o deixei roubar, querida. É literal isso: eu não deixei o gato angorá roubar na Secretaria de Aviação Civil", afirma Dilma. "Chamei o Temer e disse: 'Ele não fica. Não fica!'. Porque algumas coisas são absurdas, outras não consegui impedir. Porque para isso eu tinha de ter um nível de ruptura mais aberto, e eu não tinha prova, não tinha certeza, entendeu?", disse ela. Moreira Franco rebateu a acusação em entrevista à coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirmando que as acusações são infundadas e que ela deixou um legado de desemprego e crise econômica. Dilma também disse que não iria "assaltar o país", ao se aliar com Eduardo Cunha (PMDB­RJ) e seus correligionários. "Eles assaltam o país. Assaltam. Do verbo assaltar. Além de outras coisas, né? Ele tem uma postura, em relação a direitos, coletivos e individuais, extremamente sectária."

 

 

 

Fonte: Infomoney.com

MPF quer barrar manobra de Cunha para fugir de Sergio Moro

O Ministério Público Federal (MPF) posicionou-se contra o recurso em que Eduardo Cunha pediu para seu processo ser transferido para o Rio. A defesa alega que o processo deveria tramitar na vara fluminense, local onde teriam ocorrido os crimes contidos na acusação. O que se diz, no entanto, é que Cunha quer fugir do juiz Sergio Moro.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), no entanto, afirma que a ação deve tramitar na 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo a procuradoria, a competência para o caso ser julgado em Curitiba foi reconhecida pelo Supremo quando este desmembrou a ação, já que ele era deputado à época, e remeteu o caso de outros réus (Fernando Soares, Júlio Camargo e Nestor Cerveró) serem julgados na 13ª Vara Federal daquela cidade.

“Do ponto de vista processual, a apuração aberta contra Eduardo Cunha e Solange Almeida apenas tramitou no Supremo Tribunal Federal, e não na 13ª Vara Federal de Curitiba, em razão da situação processual particular do foro por prerrogativa de função então ostentado pelos acusados”, disse a a procuradora regional da República Neide Cardoso.

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

6 passos para resolver logo as dívidas acumuladas da sua empresa

“Dinheiro na mão é vendaval/na vida de um sonhador”… Lembro dessa música popular todas as vezes que ouço alguém falar sobre o pagamento de dívidas, principalmente quando se trata do gerenciamento de um negócio.

 

Todas as vezes que temos um faturamento acima da média, se faz necessário analisar o pagamento de títulos atrasados para não sofrer prejuízos com os aumentos das taxas de juros e, logo, aumentar a obrigação a ser paga. Isso é o que acontece no final do ano em muitas empresas: aumentaram as entradas no caixa e, logo, a necessidade de sanar o excedente da conta no vermelho.

Dinheiro sem gerenciamento não gera lucro. Gastar sem foco, mais ainda. Sonhar sem realizar não está no escopo da gestão de negócios, a qual se pauta sempre nas obrigações pagas para não gerar passivos.

Lembro-me de que no dia da abertura da minha empresa de consultoria, o contador me disse do endividamento imediato, ou seja, toda empresa já nasce endividada.

As palavras desse contador ficaram na minha memória e não as utilizo para afirmar que o endividamento é algo saudável. Na realidade, quanto mais endividada é a empresa, menos existe a possibilidade de desenvolvimento e aumento da lucratividade.

O ideal é manter o equilíbrio entre as entradas no caixa e o pagamentos das despesas. Dívidas são obrigações que uma pessoa/empresa tem de pagar ou reembolsar para outro sujeito/companhia. Portanto, o equilíbrio citado é o caminho para satisfazer as tais obrigações.

Assim, o objetivo de uma gestão financeira de excelência é não deixar que as obrigações se tornem passivos e que o caixa da empresa trabalhe para pagar o excedente (juros), não o valor real provisionado da dívida. É esse excedente que causa o endividamento, resultado de uma “bola de neve” de juros, multa e correção monetária.

Caso sua empresa tenha deixado de pagar ou adquiriu dívidas no ano passado, a sequência de atitudes para saná-las são:

1 — Avaliar a capacidade real em honrar seus compromissos a curto prazo, verificando sempre a liquidez da empresa;

2 — Focar no controle do faturamento, para garantir a capacidade acima citada e, por consequência, a sustentabilidade do negócio;

3 — Captar novos clientes para aumentar o faturamento, lembrando que você tem um excedente a ser pago;

4 — Fidelizar os clientes e fazer ações para que eles aumentem suas compras ou voltem a comprar;

5 — Reduzir ou adequar os estoques, para manter somente aquilo que for vendido ou previsto para a venda.

6 — Renegocie as dívidas, aumentando os prazos com os fornecedores para garantir os pagamentos e “estancar a sangria” de multas, juros e correção monetária.

Enfim, caro empreendedor, todas as decisões devem ser muito bem avaliadas, principalmente porque passamos por um momento de incertezas econômicas e necessitamos de reservas para eventuais emergências.

Muitas vezes, o mais importante na relação com as dívidas é a certeza de que podemos pagá-las em dia. O saudável é manter-se equilibrado para tomar as decisões corretas, no momento certo.

 

 

 

Fonte: Exame.com

Emprego tem primeira alta em 22 meses

A criação de empregos foi positiva em fevereiro pela primeira vez em 22 meses, anunciou o presidente Michel Temer em evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira. O total de vagas criadas a mais que fechadas no período foi de 35.612, o primeiro dado positivo desde março de 2015. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que leva em conta as demissões e admissões feitas pelas empresas.

Em janeiro, o emprego formal havia registrado um recuo de 40.864 vagas, e em fevereiro de 2016, o  saldo tinha ficado negativo em 104.582. As informações do Caged normalmente são divulgadas pelo Ministério do Trabalho, em coletivas destinadas à imprensa, mas o anúncio de hoje foi feito excepcionalmente pelo presidente na tarde de hoje.

Além de falar do número do mês, o presidente mencionou o comportamento da inflação – que segundo informações da equipe econômica, deve ficar abaixo do centro da meta de 4,5% neste ano -, a mudança de perspectiva da nota Moody’s na última quarta-feira e a concessão de quatro aeroportos na manhã desta quinta. “São quatro fatos para ilustrar o otimismo que deve guiar os passos do governo e da economia brasileira”, disse Temer.

O presidente também elogiou as medidas implementadas pelo seu governo e, sem citar diretamente as manifestações nem as greves de ontem, minimizou as reações sobre a reforma da Previdência. “Nós já estamos em um clima de estabilidade politica e social. Claro que, quando falamos da Previdência, há observações que serão feitas”, disse o presidente.

Em todo o ano passado, o país registrou perda de 1.321.994 em vagas, o segundo consecutivo de queda na comparação anual.

Setores

Segundo o Ministério do Trabalho,  o saldo positivo no emprego formal foi registrado em 4 dos 6 principais setores da economia. A principal contribuição veio de serviços, que teve alta de 50.613 postos. O comportamento no mês foi impulsionado pelas contratações em educação, que normalmente ocorrem neste período do ano – mas o governo avalia que o resultado positivo em outros subgrupos de serviços é um sinal positivo. A indústria também contratou mais do que demitiu, pelo segundo mês consecutivo, com 3.949 vagas.

Para o coordenador de Estatística do ministério, Mário Magalhães, um aspecto positivo na indústria é o aumento em setores como vestuário e indústria têxtil, que mostra aumento de confiança. “São setores ligados ao salário, se esses empresários estão contratando, estão acreditando que o poder de renda do trabalhador vai subir”, explica.

Do lado negativo, os setores que registraram mais demissões que admissões em fevereiro foram o comércio (-21.194 vagas) e na construção civil (-12.857).

 

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br