Certificações chegam a 1 milhão de inscrições

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Mais de 1 milhão de inscrições foram feitas para nossas certificações desde o lançamento das provas, em 2002. A marca foi alcançada no final do ano passado, quando somamos 1.011.750 inscritos nos exames da CPA-10(Certificação Profissional ABNIMA – Série 10), CPA-20 (Certificação Profissional ABNIMA – Série 20), CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) e CGA (Certificação de Gestores ANBIMA).

+ Confira as estatísticas das Certificações ANBIMA em 2018

 

A CEA bateu recorde: foram 4.018 inscritos em 2018, um crescimento de 44% em relação a 2017. O aumento acentuou-se em dezembro, quando teve 657 candidatos às provas. O número foi recorde entre todos os meses da CEA desde 2009, quando foi lançada.

Esses e outros números podem ser conferidos nas estatísticas da certificação. O relatório traz também a distribuição das provas por região. O Sudeste e o Sul concentram os profissionais com qualificações válidas, tendo 56% (ou 196,7 mil) e 20% (ou 69,8 mil) das certificações, seguidos por Nordeste, Centro-Oeste e Norte, que estão com 12% (42,5 mil), 9% (30,3 mil) e 3% (11,7 mil), respectivamente.

 

Fonte: Anbima

APOSTILA GRÁTIS CPA 10

 

Procon-SP decide multar Empiricus por propaganda enganosa

Procon-SP decide multar Empiricus por propaganda enganosa

A empresa de informações financeiras foi notificada por causa de um vídeo sobre a funcionária Bettina, que diz ter conseguido patrimônio acima de R$ 1 milhão.

A Fundação Procon-SP informou nesta quarta-feira (3) que decidiu multar a Empiricus por publicidade enganosa. Segundo o órgão, a empresa de informações financeiras foi notificada no último dia 19 em razão de uma propaganda veiculada amplamente na internet.

Na peça publicitária, a funcionária da Empiricus Bettina Rudolph, de 22 anos, afirma ter acumulado um patrimônio acima de R$ 1 milhão, após ter começado a investir com R$ 1.520 três anos antes. Ela diz que, investindo em ações, o lucro será proporcionalmente igual ao que ela obteve.

“A afirmação da empresa de garantias de resultados de investimentos sob sua orientação, via movimentações financeiras no mercado variável de ações, demonstra-se enganosa e capaz de induzir o consumidor a erro”, informou o Procon, por nota.

A multa será aplicada por meio de um processo administrativo. De acordo com a lei, a punição varia entre R$ 650 e R$ 9 milhões, conforme a gravidade da infração, a vantagem obtida e a condição econômica do fornecedor.

Procurada, a Empiricus comunicou que foi notificada sobre uma multa de R$ 40 mil, à vista, encaminhada pelo Procon, e acrescentou que pode entrar com um recurso.

Representação criminal

No dia 25, o Procon enviou uma representação criminal contra a empresa ao Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania da Polícia Civil de São Paulo (DPPC), pela suposta prática de infração penal por publicidade enganosa e propaganda abusiva.

“No documento, foi pedida a instauração de um inquérito policial contra a referida empresa para apuração de fatos potencialmente lesivos ao direito do consumidor e requer a adoção das providências legais cabíveis”, diz o órgão.

Representação do Conar

A empresa também é alvo de uma representação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), órgão que regula o setor, por seus anúncios veiculados na internet.

Segundo o Conar, “numerosas denúncias de consumidores” motivaram a abertura do processo. As queixas, segundo o órgão, “questionaram a veracidade das afirmações contidas nos vídeos, prometendo, sem maiores explicações, rentabilidade elevada para investimentos financeiros”.

A representação foi aberta contra os anúncios “Oi. Meu nome é Bettina…”, “Dobre seu salário em tempo recorde”, “+251 todos os dias na sua conta”, “Receba todo mês R$1823,53 de aluguel”, “Milionário com ações” e “O dobro ou nada”.

Fonte: G1

Ministro da Economia debate reforma da Previdência na CCJ da Câmara

Ministro da Economia debate reforma da Previdência na CCJ da Câmara

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai hoje (3), às 14h, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação do texto, para debater a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19).

 

Segundo o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), a audiência pública deve ser longa, mas “proveitosa”.

 

“A duração da audiência vai depender do número de inscritos. Já temos quase 50 deputados inscritos. Às 13h30, vamos abrir a ficha de inscrição. Acredito que o Paulo Guedes vai ficar pelo menos até os deputados todos poderem utilizar a palavra”, disse o deputado ontem (2), após reunião com líderes da base aliada na residência oficial da Câmara.

 

Os parlamentares querem que o ministro esclareça pontos da reforma previdenciária dos trabalhadores civis, a alteração do regime previdenciário dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas.

 

A audiência com o ministro estava marcada para 26 de março, mas Guedes cancelou a ida, alegando que preferiria comparecer depois que a comissão escolhesse o relator da proposta.

 

Ontem, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, após participar de reunião com deputados e o ministro da Economia, afirmou que o governo vai continuar a defender a proposta integral de reforma da Previdência, mas as novas regras de aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão ser suprimidas se a maioria dos parlamentares decidir.

 

Líderes partidários acertaram que a proposta de retirar do texto da reforma da Previdência as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da aposentadoria rural e a desconstitucionalização (com rebaixamento para lei complementar) das regras previdenciárias deve ser discutida na comissão especial que vai analisar o mérito da PEC 6/19).

 

AGÊNCIA BRASIL

Gerente Relacionamento Personnalité Vaga Itaú

Gerente Relacionamento Personnalité

Requisitos:

– Ensino Superior Completo;

– Experiência em relacionamento com clientes, preferencialmente como gestor de carteira;

– Sólido background comercial;

– Conhecimentos básicos de mercado financeiro;

– Vivência anterior na comercialização de produtos financeiros;

– Certificação CPA20 ou CEA ativa; 

APOSTILA GRÁTIS CPA 10

– Inglês avançado será um diferencial.

 

Atividades:

– Comercializar produtos e serviços financeiros;

– Gerenciar carteira de clientes alta renda;

– Prestar assessoria em relação a investimentos.

 

 

Estágio em Rede de Agência

Área

Dir Exec Rede Comercial - Ag Xaxim-Exp-Pr Atend
Atividades e desafios desta vaga

Abordar e entender de forma rápida a necessidade de cada cliente para a direcioná-lo ao atendimento mais adequado; Conhecer todas as transações e produtos disponíveis nos canais alternativos para incentivar a utilização pelos clientes; Análise dos documentos para pagamento no caixa, visando identificar as possibilidades de atendimento nos Canais de Relacionamento; Atendimento e direcionamento de clientes.
Perfil necessário para esta vaga

Cursando a partir do 2° semestre da graduação; Desejável: CPA-10. Cursos elegíveis: Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Comércio Exterior, Comunicação, Economia, Gestão Bancária, Gestão Comercial, Gestão de Marketing, Gestão Empresarial, Gestão Financeira, Processos Gerenciais, Propaganda e Marketing, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Relações Públicas ou Secretariado.
Briefing

  • Graduação Pré-requisito;
  • Certificação CPA 10 - ANBIMA Desejável;
Experiência profissional exigida

Atendimento ao cliente
Informações do local

Banheiro adaptado
Requisição de código

463572
Fonte: Indeed.com.br

Vaga Gerente de Relacionamento e Negocio – Sicoob Integração

  • Local de trabalho:

 

Sicoob Integração - Brasnorte/MT.

 

  • Formação:

Ensino superior em administração, ciências contábeis, economia, ou áreas afins.

 

  • Pré-requisitos:

 

ANBIMA CPA 10, conhecimento de mercado financeiro, instituição e matemática financeira, experiência com atendimento e vendas de produtos e serviços.

 

 

  • Atribuições do cargo:

 

Executar, prioritariamente, prospecção, atendimento, vendas e consultoria financeira e de produtos e serviços. Atendimento e vendas de produtos e serviços aos associados que venham ao PA-Agencia. De acordo com metas previamente acordadas, efetivar negócios e venda de produtos e serviços, respeitando as necessidades e perfil dos associados e mantendo alto nível de qualidade no atendimento. Fazer a gestão da carteira de associados em sua responsabilidade, com apoio do seu gestor imediato, visando rentabilidade adequada e sustentável.

 

 

Fonte: Indeed.com.br

Cade sugere posto sem frentista e venda direta para reduzir preços

São Paulo – Postos de gasolina sem frentistas e venda direta de etanol dos produtores para os postos.

Estas são algumas das sugestões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgadas nesta terça-feira (29) para aumentar a concorrência no setor de combustíveis e reduzir preços.

As propostas serão discutidas em sessão plenária ainda hoje. A alta do diesel é uma das razões da atual greve dos caminhoneiros.

O movimento causou problemas de desabastecimento em todo o país, que ainda não foram equacionados apesar de várias concessões do governo.

O Cade é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça com o objetivo de prevenir abuso de poder econômico e preservar a concorrência.

Uma de suas atribuições é julgar propostas de fusões e aquisições para evitar a criação de monopólios que prejudiquem o consumidor, por exemplo.

Veja a íntegra do comunicado:

“O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desenvolveu estudo com o objetivo de contribuir para o debate a respeito do setor de combustíveis no Brasil.

Intitulada Repensando o setor de combustíveis: medidas pró-concorrência, a publicação foi organizada pelo Departamento de Estudos Econômicos da autarquia (DEE/Cade), em colaboração com a Superintendência–Geral (SG/Cade), e apresenta nove propostas com o objetivo de aumentar a concorrência no setor e, por consequência, reduzir os preços ao consumidor final.

As propostas já estavam sendo maturadas e discutidas internamente há algum tempo, como sugestões do Departamento de Estudos Econômicos e da Superintendência–Geral. Além disto, acredita-se que o impacto das medidas propostas seja positivo para sociedade.

O que se espera é, de maneira realista, incentivar o debate social e democrático a respeito de alguns temas específicos, que podem favorecer a concorrência no setor”, ponderam os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Apesar de o setor de combustíveis ser o principal alvo de denúncias de prática de cartel no Brasil, defende-se que nem todos os problemas desse mercado são provocados por condutas anticompetitivas e que existem questões ligadas ao desenho institucional que poderiam ser melhoradas para aumentar o nível de rivalidade.

As nove propostas estão reunidas em três tópicos temáticos, envolvendo, respectivamente, questões regulatórias (cinco medidas), estrutura tributária (duas medidas) e outras alterações institucionais de caráter geral (duas medidas):

1)   Permitir que produtores de álcool vendam diretamente aos postos

Atualmente, os produtores de etanol não podem vender o produto diretamente ao posto por conta de restrições previstas em resoluções da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Entende-se que este tipo de norma regulatória – a princípio – produz ineficiências econômicas, à medida em que impede o livre comércio e dificulta a possibilidade de concorrência que poderia existir entre produtor de etanol e distribuidor de combustível.

2)   Repensar a proibição de verticalização do setor de varejo de combustíveis

No Brasil, é vedado por lei a um posto de gasolina pertencer a uma distribuidora de gasolina ou a uma refinaria. Há diversos estudos empíricos que demonstram que os custos e os preços da venda de gasolina aumentam quando se proíbe essa verticalização.

3)   Extinguir a vedação à importação de combustíveis pelas distribuidoras

A permissão de importação pelos distribuidores de combustível reduziria os custos de transação e as margens de remuneração do intermediário (importador), além de estimular o aumento no número de agentes na etapa de fornecimento de combustíveis, com possível diminuição dos preços.

4)   Fornecer informações aos consumidores do nome do revendedor de combustível, de quantos postos o revendedor possui e a quais outras marcas está associado

A justificativa principal para tal sugestão é que os consumidores não sabem quais postos concorrem entre si. Atualmente, um revendedor pode possuir diversas marcas simultaneamente (BR, Ipiranga, Shell, etc.) e estabelecer preços iguais para seus postos, mesmo sendo de bandeiras diferentes. Tal situação dá a impressão errônea para os consumidores que diferentes marcas combinaram preços.

5)   Aprimorar a disponibilidade de informação sobre a comercialização de combustíveis

A ampliação, o cruzamento e o aprimoramento dos dados à disposição da ANP e do Cade relacionados à comercialização de combustíveis (preços, volumes, etc.) permitirá a detecção mais ágil e precisa de indícios econômicos de condutas anticompetitivas. Eventualmente, é possível pensar em uma revisão do art. 198 do Código Tributário Nacional para permitir que o Cade tenha acesso a dados fiscais do mercado de maneira mais ampla.

6)   Repensar a substituição tributária do ICMS

Para cobrar o imposto na origem, a autoridade tributária precisa elaborar uma tabela estimada de preços de revenda. Essa prática pode levar à uniformização dos preços nos postos. Ela também prejudica o empresário que opta por um preço mais baixo que o definido no momento da tributação.

7)   Repensar a forma de tributação do combustível

Atualmente o imposto é cobrado por meio de um valor fixo por litro de combustível (ad rem). Há, portanto, uma distorção, já que alguém que vende o litro da gasolina mais barato paga proporcionalmente mais imposto do que outro que vende combustível mais caro. Desse modo, há incentivos para a venda com preços mais altos. O estudo sugere a cobrança de valores percentuais (ad valorem) sobre a receita obtida com a venda.

8)   Permitir postos autosserviços

O autosserviço tende a reduzir custos com encargos trabalhistas, com consequente redução do preço final ao consumidor. Além disso, dota o consumidor de maior poder de escolha entre abastecer pessoalmente seu próprio carro ou escolher um posto com serviços de frentistas.

9)   Repensar as normas sobre o uso concorrencial do espaço urbano

Propõe-se uma regulamentação nacional que fomente a rivalidade entre postos de combustíveis e repense restrições do uso do espaço urbano (a proibição de instalação de postos de gasolina em hipermercados, por exemplo), que acabam por diminuir a rivalidade entre os agentes de mercado e elevar o preço dos combustíveis.”

 

 

Fonte: Exame.abril.com.br

Oportunidade – Agente Comercial I

Vaga Executivo Comercial Pleno
Agente Comercial
Requisitos: Ensino Superior completo ou cursando. Possuir a certificação CPA 10 ou 20.
Salário: R$ 2.000,01 - 03 primeiros meses
R$ 2.192,89 após 03 meses
*Gratificação (R$522,39)
*Vale Refeição (R$737,00)
*Vale Alimentação (R$ 580,83)
* Variável: Dependendo do trilhas pode chegar de 0 a 650.
*Auxilio creche (R$ 446,11)
*Seguro de vida
*Assistência médica
*Assistência odontológica
Previdência privada

Novo pedido de liberdade de Lula é negado no STJ

O ministro Felix Fischer, relator da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde o dia 7 de abril em razão de sua condenação na Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Lula já teve um pedido de liberdade negado em caráter liminar um dia antes de começar a cumprir sua pena. Segundo o ministro Felix Fischer, o caminho processual era que o habeas corpus fosse julgado no mérito pela 5ª Turma do STJ, mas ele entendeu que o pedido da defesa do ex-presidente está agora prejudicado. De acordo com a decisão, o processo só deve ser levado à turma se a defesa do petista entrar com um recurso (agravo de instrumento), questionando a decisão do relator.

Quando a liminar da ação foi julgada, o pedido ainda era “preventivo”, já que a prisão de Lula ainda não tinha sido efetivada. Os advogados do petista pediam que fosse concedida liminar para suspender execução provisória da pena até que o julgamento de mérito do habeas corpus fosse realizado.

Ao negar a liminar, em abril, Fischer disse que estava faltando documentação para comprovar que ainda não havia sido concluído o prazo para a apresentação de um novo recurso no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4).

Relator

Felix Fischer foi o relator original do primeiro pedido preventivo de liberdade de Lula feito ao STJ ao fim de janeiro. Mas, em razão do recesso, a decisão que negou aquele habeas corpus liminarmente foi do vice-presidente do tribunal, Humberto Martins.

Fischer relatou o processo de Lula quando a 5ª Turma do STJ precisou enfrentar o mérito do pedido do ex-presidente. Lá, em 6 de março, os cinco ministros da turma negaram, unanimemente, o habeas corpus do ex-presidente.

Na semana passada, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), negou por unanimidade, em julgamento no plenário virtual, um pedido de liberdade do petista. A defesa de Lula agora se concentra nos recursos especial e extraordinário, julgados respectivamente no STJ e no STF. Eles foram apresentados ao TRF4, responsável pela admissão dos recursos nas cortes superiores.

Na última quarta-feira, 9, logo depois de a 2ª Turma do STF formar maioria contra o recurso de Lula, o ex-ministro Sepúlveda Pertence, advogado de defesa do petista, destacou a análise dos recursos especial e extraordinário. “Vamos continuar a luta agora nos recursos especial e extraordinário, que permitirão ao Supremo um exame mais concreto e substancioso do processo”, comentou Sepúlveda na ocasião.

 

Fonte: Veja.abril.com.br

STF limita foro privilegiado de deputados e senadores

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (3) o julgamento sobre o foro privilegiado de deputados e senadores e decidiu que os parlamentares só serão julgados no STF em casos de crimes cometidos durante o exercício do mandato e em função dele. A análise da ação foi retomada nesta quarta-feira (2), após um intervalo de cinco meses, e encerrada hoje com o voto do ministro Gilmar Mendes. A votação foi unânime para limitar o foro especial dos membros do Congresso. Houve, no entanto, divergências entre os ministros quanto ao limite da restrição.

Quando o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli, em novembro de 2017, já havia maioria para aplicar o foro dos membros do Congresso somente a delitos cometidos depois da diplomação no mandato e em razão do cargo. O ministro Luís Roberto Barroso, relator da ação, propôs a limitação da prerrogativa nestes moldes e foi seguido pelos ministros Rosa WeberEdson FachinLuiz FuxCelso de MelloMarco Aurélio Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia.

Já o ministro Alexandre de Moraes propôs uma restrição menor ao foro privilegiado, divergindo de Barroso por entender que todos os crimes cometidos após a diplomação no mandato, mesmo que não relacionadas à atividade parlamentar, deveriam ser abarcados pelo foro. Moraes foi acompanhado pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Dias Toffoli, que inicialmente também havia seguido Alexandre de Moraes, retificou seu voto nesta quinta-feira e sugeriu, além da limitação menor ao foro, que também seja restrita a prerrogativa de todas as autoridades, incluindo ministros do STF e do STJ, ministros de Estado, governadores e prefeitos, entre outros. Gilmar concordou com o entendimento do colega, que pode voltar a ser debatido no Supremo.

A decisão tomada pelo STF, portanto, limita-se ao foro privilegiado dos 513 deputados e 81 senadores – e não se aplica às cerca de 55.000 pessoas que dispõem do foro no Brasil pela função que exercem. Conforme uma estimativa divulgada por Luís Roberto Barroso em seu voto, o Supremo tem 528 inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro privilegiado, que serão reduzidos em 90% com o envio dos processos a instâncias inferiores da Justiça.

Ao analisar a questão, o plenário da Corte também decidiu, por unanimidade, que o ganho ou a perda de foro privilegiado não alterará o juiz ou o tribunal responsável por julgar um processo se a ação tiver concluído a fase de colheita de provas e instrução processual, na qual são ouvidos testemunhas e réus, e for aberta às partes a fase de alegações finais. O entendimento pretende colocar fim ao chamado “elevador processual”, que faz com que processos “subam” ao STF ou “desçam” a instâncias inferiores em função de término de mandato, eleição ou renúncia do réu a cargos com diferentes foros.

O caso concreto julgado pelo STF envolve o foro privilegiado do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes, o Marquinho Mendes (MDB). Ele é réu por comprar votos na eleição municipal de 2008, ano em que se reelegeu prefeito da cidade. Quando Mendes concluiu o mandato, em 2012, o caso foi remetido à primeira instância e, em 2016, passou a ser conduzido pelo STF depois que ele assumiu a cadeira do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ) na Câmara. Mendes, entretanto, renunciou ao mandato parlamentar ao ser eleito novamente prefeito, em 2016, e o processo voltou à segunda instância, a quem cabe processar e julgar os mandatários municipais.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br