Procon-SP decide multar Empiricus por propaganda enganosa

Procon-SP decide multar Empiricus por propaganda enganosa

A empresa de informações financeiras foi notificada por causa de um vídeo sobre a funcionária Bettina, que diz ter conseguido patrimônio acima de R$ 1 milhão.

A Fundação Procon-SP informou nesta quarta-feira (3) que decidiu multar a Empiricus por publicidade enganosa. Segundo o órgão, a empresa de informações financeiras foi notificada no último dia 19 em razão de uma propaganda veiculada amplamente na internet.

Na peça publicitária, a funcionária da Empiricus Bettina Rudolph, de 22 anos, afirma ter acumulado um patrimônio acima de R$ 1 milhão, após ter começado a investir com R$ 1.520 três anos antes. Ela diz que, investindo em ações, o lucro será proporcionalmente igual ao que ela obteve.

“A afirmação da empresa de garantias de resultados de investimentos sob sua orientação, via movimentações financeiras no mercado variável de ações, demonstra-se enganosa e capaz de induzir o consumidor a erro”, informou o Procon, por nota.

A multa será aplicada por meio de um processo administrativo. De acordo com a lei, a punição varia entre R$ 650 e R$ 9 milhões, conforme a gravidade da infração, a vantagem obtida e a condição econômica do fornecedor.

Procurada, a Empiricus comunicou que foi notificada sobre uma multa de R$ 40 mil, à vista, encaminhada pelo Procon, e acrescentou que pode entrar com um recurso.

Representação criminal

No dia 25, o Procon enviou uma representação criminal contra a empresa ao Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania da Polícia Civil de São Paulo (DPPC), pela suposta prática de infração penal por publicidade enganosa e propaganda abusiva.

“No documento, foi pedida a instauração de um inquérito policial contra a referida empresa para apuração de fatos potencialmente lesivos ao direito do consumidor e requer a adoção das providências legais cabíveis”, diz o órgão.

Representação do Conar

A empresa também é alvo de uma representação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), órgão que regula o setor, por seus anúncios veiculados na internet.

Segundo o Conar, “numerosas denúncias de consumidores” motivaram a abertura do processo. As queixas, segundo o órgão, “questionaram a veracidade das afirmações contidas nos vídeos, prometendo, sem maiores explicações, rentabilidade elevada para investimentos financeiros”.

A representação foi aberta contra os anúncios “Oi. Meu nome é Bettina…”, “Dobre seu salário em tempo recorde”, “+251 todos os dias na sua conta”, “Receba todo mês R$1823,53 de aluguel”, “Milionário com ações” e “O dobro ou nada”.

Fonte: G1

Com saque do FGTS, poupança tem segundo mês de captação positiva

O volume de recursos que os investidores depositaram na poupança em junho, já descontados os saques, somou R$ 6,090 bilhões, informou nesta quinta-feira, 6, o Banco Central. Em junho do ano passado, houve saques líquidos de R$ 3,718 bilhões e, em maio de 2017, aportes de R$ 292,6 milhões. Foi a segunda captação líquida mensal registrada em 2017 e o melhor resultado para junho desde 2013, quando houve captação de R$ 9,451 bilhões.

Os dois últimos dias do mês (29 e 30), quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram os destaques. Juntos, este dois dias somaram R$ 4,663 bilhões em depósitos na poupança, já descontados os saques.

Em 2015 e 2016, a crise econômica acirrou os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na poupança para fazer frente às despesas. Em 2017, o fenômeno voltou a acontecer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio e em junho, porém, houve captação líquida. Nestes dois meses, os trabalhadores puderam retirar recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que pode ter contribuído para elevar os depósitos na poupança.

 

 

Fonte: Economia.estadão.com.br

Pela primeira vez no ano, depósitos superam saques na poupança

Em maio o volume de recursos que os investidores depositaram na poupança foi superior ao montade que foi sacado. O saldo foi de R$ 292,6 milhões, informou nesta terça-­feira, 06, o Banco Central. Esta foi a primeira vez no ano que as aplicações superaram os saques. De acordo com o BC, o total aplicado foi de R$ 180,194 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 179,901 bilhões. O estoque do investimento na poupança está em R$ 665,508 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,303 bilhões de maio.

Os dois últimos dias do mês (30 e 31), quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram fundamentais para maio fechar no azul. Juntos, este dois dias somaram R$ 4,525 bilhões em depósitos na poupança, já descontados os saques.

No acumulado de 2017, a poupança registra saques líquidos de R$ 18,380 bilhões, resultado de aportes de R$ 826,041 bilhões e retiradas de R$ 844,421 bilhões. No ano passado, em meio à crise, R$ 40,702 bilhões saíram da poupança. Em maio do ano passado, houve saques líquidos de R$ 6,591 bilhões e, em abril de 2017, as retiradas foram de de R$ 1,271 bilhão. Em 2015 e 2016, a crise econômica acirrou os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na poupança para fazer frente às despesas. Em 2017, o fenômeno voltou a ocorrer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio, porém, houve captação líquida. Além da influência da crise econômica, a poupança vinha perdendo espaço para outros investimentos, considerados mais atrativos. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) ­ esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano

 

 

Fonte : Economia.estadao.com.br

Dólar cai quase 1,5% e chega a R$ 3,09

O dólar operava nesta segunda-feira em queda de quase 1,5%, depois que o Banco Central sinalizou que irá rolar integralmente o vencimento de swap cambial tradicional (equivalente à venda futura da moeda) de maio. Por volta das 15h10, a moeda norte-americana era cotada a 3,09 reais.

A decisão do BC é vista pelo mercado como um movimento de precaução frente à tensões geopolíticas e ao conturbado momento político do país.

Nesta semana, os investidores operam de olho nos próximos passos da votação da reforma da Previdência, vista como um teste de forças do governo Temer, ao mesmo tempo que surgem novas detalhes do pagamento de propinas pela Odebrecht a políticos do alto escalão do governo. 

Bolsa

Acompanhando o movimento do dólar, as ações de exportadoras recuavam na sessão de hoje. Os papéis ordinários da Fibria chegaram a cair 4,8%, negociados a 27,45 reais cada um, na mínima do dia. Já as ações preferenciais da Suzano registraram perdas de até 2,6%, cotadas a 12,31 reais também na mínima.

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Bolsa intensifica queda após Placar da Previdência mostrar resistência da Câmara em aprovar reforma

A Bolsa opera em baixa na tarde desta quarta-feira, 5, e intensificou o ritmo de queda após a divulgação do Placar da Previdência, do Grupo Estado, que revelou que 242 parlamentares são contrários à proposta do governo, até o momento.

O cenário externo também tem impacto nos negócios, com os participantes ainda digerindo a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que trouxe incertezas sobre o ritmo de alta da taxa básica de juros naquele país, dado que tem grande influência sobre as decisões tomadas por investidores no mercado doméstico.

O Índice Bovespa, que reúne as ações das principais companhias do mercado brasileiro, caiu abaixo dos 65 mil pontos por volta das 16h15 e marcava, por volta das 17h, queda de 1,77% aos 64.606,99 pontos.

Também no compasso dos mesmos fatores, o dólar inverteu a direção e passou a subir, marcando avanço de 0,60% e cotado a R$ 3,1148 também por volta das 17h.

 

 

 

Fonte: Economia.Estadão.com.br

As 10 ações que mais valorizaram nos últimos anos nos EUA

As ações da fabricante de carros elétricos Tesla, que no começo desta semana conseguiu ultrapassar a Ford em valor de mercado, valorizaram mais de 620% nos últimos quatro anos. O título de maior alta no período, no entanto, não é da companhia de Elon Musk.

De acordo com uma pesquisa da Economatica, os papéis que registraram os maiores ganhos foram os da empresa de tecnologia Nvidia, que no ano passado alcançou 2,17 bilhões de dólares em receitas com a fabricação de chips gráficos  e a criação de sistemas de inteligência artificial. De 2013 para cá, as ações acumularam ganhos de quase 850%.

Veja abaixo mais números. O levantamento foi feito entre as 1000 empresas com maior valor de mercado dos Estados Unidos.

Empresa O que faz Valorização das ações nos últimos 4 anos
Nvidia Fabrica peças de computador 849,49%
Nutri System Vende produtos para perda de peso 666,52%
Tesla Fabrica carros elétricos 626,33%
Abiomed Fabrica implantes e equipamentos médicos 626,19%
Incyte Fabrica medicamentos 533,09%
Advanced Micro Devices Fabrica processadores 531,03%
Netflix Serviço de streaming de vídeos 505,89%
Facebook Rede social 442,02%
Marketaxess Holdings Corretora de títulos e commodities 423,52%
Electronics Arts Fabrica jogos eletrônicos 416,88%

 

 

 

Fonte: Exame.abril.com.br

Governo central tem déficit de R$ 26,263 bilhões em fevereiro

BRASÍLIA - O governo central registrou um déficit primário de R$ 26,263 bilhões em fevereiro, o pior desempenho para o mês na série histórica, que tem início em 1997. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

O déficit primário foi maior do que a mediana das estimativas captadas em levantamento do Projeções Broadcast com 25 instituições financeiras. A mediana apontava um déficit de R$ 21,600 bilhões. O resultado do governo central veio dentro do intervalo das estimativas, que previa déficits de R$ 26,520 bilhões até R$ 13,082 bilhões.

No primeiro bimestre deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 7,222 bilhões. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 10,167 bilhões.

Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 153,3 bilhões, o equivalente a 2,40% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de R$ 139 bilhões nas contas do Governo Central. Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou um corte de R$ 42,1 bilhões no orçamento deste ano para o cumprimento da meta.

Receitas. O resultado de fevereiro representa alta real de 0,2% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram queda real de 1,5%. No primeiro bimestre, no entanto, as receitas do governo central recuaram 4,6% ante igual período de 2016, enquanto as despesas caíram 3,2% na mesma base de comparação.

 

 

 

Fonte: Economia.estadão.com.br

União bloqueia mais R$ 140 milhões das contas do Rio

A União bloqueou nesta quinta-feira mais 140 milhões de reais das contas do Tesouro Estadual do Rio de Janeiro. Ao todo, nesta semana, já foram bloqueados 310 milhões de reais das contas do governo. Na última segunda-feira, o valor bloqueado foi de 170 milhões de reais.

Dos 140 milhões de reais bloqueados nesta quinta, 81 milhões de reais são referentes à repatriação de recursos do exterior e 59 milhões de reais são do repasse do Fundo de Participação dos Estados. As verbas foram bloqueadas devido a dívidas do estado do Rio com a União.

De acordo com a secretariada Fazenda fluminense, a medida afeta a gestão dos recursos do estado e compromete o pagamento de outubro dos servidores estaduais. A equipe econômica do estado está fazendo uma avaliação sobre o impacto desse novo bloqueio no caixa.

(Com Agência Brasil)

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Justiça bloqueia contas do Rio por dívida milionária com a União

A Justiça determinou o bloqueio das contas do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira porque o estado deixou de pagar uma dívida de 170 milhões de reais que ele tem com a União. Com isso, todo o dinheiro arrecadado pelo governo fluminense será rapassado diretamente à União até que o débito seja quitado.

Apenas os repasses obrigatórios – como, por exemplo, o da saúde – foram mantidos pela decisão da Justiça. O estado está impedido de fazer qualquer pagamento durante o bloqueio. A previsão é que o débito seja quitado até esta quarta-feira.

Segundo o governo fluminense, comandado por Luiz Fernando Pezão (PMDB), a decisão não terá impacto sobre o pacote de medidas de austeridade na última sexta-feira. “O impacto desse impedimento é imediato, não influencia as medidas, já que a maioria é para 2017”, diz nota do governo.

 

Fonte: Veja.abril.com.br

São Paulo e Rio são as capitais mais endividadas do País

BRASÍLIA – A cidade de São Paulo (SP) é a mais endividada entre as capitais brasileiras, de acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira, 4, pelo Tesouro Nacional. O órgão considera o endividamento medido pela relação entre a dívida consolidada e a receita corrente líquida, que, no caso de São Paulo, chega a 204,3%.

Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 87,73%. A capital com melhor indicador é Macapá (AP) (0,22%). A média entre as capitais é de 36,68%. Os dados se referem a 2015.

Os indicadores de solvência de São Paulo medido pela despesa com pessoal/receita corrente líquida (RCL) foi de 42% – o limite é de 60%. O serviço da dívida sobre a RCL foi de 7%. O Rio de Janeiro apresentou despesa com pessoal/receita corrente líquida em 65%, acima do limite. O serviço da dívida sobre a RCL foi de apenas 4%.

Por outro lado, São Paulo é a capital mais autônoma financeiramente, já que 70% de sua receita total vem de arrecadação própria. Todas as capitais do Sul e Sudeste possuem arrecadação acima da média, que é de 44% – o Rio de Janeiro tem 58%. Macapá é, nesse quesito, a capital menos autônoma, com apenas 18% de arrecadação própria.

O Tesouro analisou também os investimentos feitos pelos entes com recursos próprios, o que indica o nível de dependência de fontes externas de financiamentos para essas despesas.

Entre as capitais, Salvador é a que tem o maior porcentual de investimentos com recursos próprios (93%). São Paulo é a terceira, com indicador de 86%. Recife é a mais dependente de financiamentos externos, com apenas 27% das despesas pagas com recursos próprios. No caso do Rio de Janeiro, o porcentual ficou em (48%).

Outro indicador analisado foi o de rigidez do gasto, medido pelo porcentual de despesas de custeio (gasto com pessoal, serviços da dívida e outras despesas correntes) sobre a despesa total. “A média deste indicador situa-se em 92%, o que demonstra um preocupante quadro de comprometimento das receitas com as despesas de custeio”, destaca o documento.

Maceió é o município com a despesa mais rígida (93%) e Boa Vista tem o menor índice (77%). São Paulo apresentou índice de 90% e Rio de Janeiro de 80%.

O indicador de liquidez (disponibilidade de caixa líquida/despesa mensal liquidada média) mostra Palmas (TO) com o melhor número – o município tinha disponibilidade no final de 2015 para arcar com uma despesa média de sete meses. São Luís apresentou o pior índice, com disponibilidade de caixa negativo. São Paulo tem índice de 1,34 mês e Rio de Janeiro 0,54 meses. A média do indicador foi de 0,7 meses.

Rating. A despeito dos problemas financeiros de vários estados brasileiros, as principais capitais do País ainda mantêm a capacidade de honrar seus compromissos. Os dados constam do Tesouro Nacional atualizou hoje o Boletim de Finanças Públicas dos Entes Subnacionais com os dados fiscais de 146 municípios brasileiros que têm mais de 200 mil habitantes, além das capitais de todas as Unidades da Federação.

O documento traz – de forma ilustrativa – notas de rating para os municípios listados, com base em seus níveis de endividamento e o custo do serviço de suas dívidas. Diferentemente do que ocorre com as notas dos Estados, que são divulgadas anualmente, o Tesouro só realiza esse cálculo para um município quando o governo local solicita garantias à União para um financiamento. Cidades com notas A e B são aptas para receber tal garantia, enquanto as notas C e D indicam alto risco fiscal.

De acordo com o informado hoje, a estimativa de rating para a cidade de São Paulo é C+, dois graus melhor que a nota do Estado de São Paulo que ficou estacionada em C- em 2016. Já a estimativa de rating para a cidade do Rio de Janeiro é B-, bem melhor que a do Estado do Rio, que enfrenta grave crise fiscal e continuou com nota D neste ano.

Belo Horizonte e Porto Alegre receberam notas B do Tesouro, enquanto os governos estaduais do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que também têm passado por problemas de caixa, passaram de D+ em 2015 para D neste ano.

O Tesouro mostrou ainda a maior parte do estoque de endividamento desse grupo de 146 municípios (63,5%) não é passível de receber garantias da União. Apenas 12% têm garantias da União, enquanto 24,5% não são garantidos pelo governo federal.

O documento mostra que a receita corrente dessa amostra de municípios cresceu nominalmente 6,81% de 2014 para 2015, passando de R$ 230,359 bilhões para R$ 246,042 bilhões. O Tesouro pondera, no entanto, que a inflação no período foi de 10,67%, resultando em uma variação real e receitas negativa.

Já as despesas correntes desse grupo de cidades cresceram 5,99% em termos nominais, de R$ 213,982 bilhões em 2014 para R$ 226,790 bilhões em 2015, também com variação real negativa. Responsável por 53% da despesa corrente desses municípios, o gasto com pessoal cresceu 8,29% no período, também abaixo da inflação.

 

Fonte: Economia.estadao.com.br