Operação da PF põe Banco Central sob pressão

A Operação Encilhamento, que investiga fraudes de R$ 1,3 bilhão na previdência de 28 prefeituras, deverá provocar sanções da Comissão se Valores Mobiliários – CVM e atuação do Banco Central em ao menos quatro instituições financeiras.

Segundo uma fonte do setor que prefere não se identificar, a operação evidenciou que o sistema financeiro está contaminado em larga escala pela corrução.

“O dinheiro não fluiu das prefeituras direto para o bolso dos criminosos. Ele passava por fundos de investimentos, e não houve qualquer sinal de alarme na Comissão de Valores Mobiliários, nem no Banco Central”, diz.

“Temos um problema sistêmico aqui”, garante.

 

Fonte: veja.abril.com.br

Deputado pede que STJ envie processo de Alckmin para Moro

Geraldo Alckmin, ao renunciar do cargo de governador para concorrer às eleições presidenciais, perdeu foro privilegiado. Isso significa que suas investigações, agora, devem ir para primeira instância.

Eterno desafeto do agora ex-governador, o deputado Major Olímpio (PSL-SP) acabou de protocolar junto à PGR e ao STJ um pedido para que a investigação contra o tucano no âmbito da Operação Lava-Jato vá direto para as mãos de Sergio Moro.

Alckmin é acusado de recebimento, por intermédio de seu cunhado, de 10,7 milhões de reais da Odebrecht nas eleições de 2010 e 2014.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

‘É remota a chance de a PF entrar no sindicato’, diz delegado

delegado da Polícia Federal (PF) Igor Romário de Paula informou que a instituição negocia com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele se apresente. De acordo com o delegado, não está descartada o prosseguimento da negociação mesmo após o fim do prazo estabelecido pela Justiça, às 17h.

O delegado disse que a intenção é evitar confrontos, já que o ex-presidente está no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC cercado por apoiadores. Igor de Paula acrescentou que é remota a chance de a Polícia Federal entrar no sindicato para prender o ex-presidente.

A declaração do delegado foi feita após uma reunião entre a Polícia Federal e representantes da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

As 10 empresas mais reclamadas, segundo o Procon-SP

SÃO PAULO - O Procon de São Paulo divulgou o ranking com as empresas e setores mais reclamados no estado em 2017. A lista inclui as companhias que mais geraram reclamações fundamentadas, ou seja, demandas de consumidores que, não solucionadas em um primeiro atendimento, geraram a abertura de processo administrativo. Ao todo foram registrados 709.424 atendimentos no ano passado entre consultas,

VEJA O RANKING COM AS 10 EMPRESAS MAIS RECLAMADAS:

O Grupo Pão de Açúcar (Casas Bahia (/assuntos/bahia), Extra e Ponto Frio) passou da 2ª colocação em 2016 para a liderança do ranking estadual, com um total de 4.722 registros. Ficou evidente durante o levantamento do Procon-SP o Número expressivo de Reclamações simples. Segundo o órgão de defesa do consumidor, a empresa não cumpre sequer a obrigação de entregar corretamente os produtos vendidos aos consumidores.

Em segundo lugar, com 4.081 registros, está O Grupo Vivo/Telefônica voltando a liderar como a mais reclamada do segmento de telecomunicações. Além de aumentar suas demandas, a empresa piorou seu índice de solução de 67% em 2016 para atuais 56%. No interior, o grupo ficou em 1º lugar com 2.140, mais da metade das reclamações registradas.

Apesar de melhorar sua posição, passando a ocupar a 3ª colocação, o Grupo Claro (/assuntos/claro)/Net/Embratel (América Movil) piorou seu índice de solução para 70% das demandas contra os 74% do ano anterior. "Como ocupava há anos o topo das reclamadas, sempre com os mesmos problemas, em meio a tantas oportunidades latentes, havia perspectiva de signicativa melhora, o que infelizmente não se concretizou", afirma o Procon-SP, em nota.

 

 

Fonte: Infomoney.com.br

Após fala de Moro, cresce apoio à PEC de prisão em 2ª instância

Após o juiz federal Sergio Moro defender mudanças na Constituição para deixar explícita a prisão de réus condenados em segunda instância, o deputado Alex Manente (PPS-SP) viu avançar o número de adesões à tramitação de sua Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Das 171 assinaturas necessárias para protocolar a proposição, Manente já conseguiu 90 apoios de parlamentares de ontem para hoje. Até o momento, só deputados do PT estão evitando assinar a PEC.

“Começamos a colher assinaturas ontem [segunda, dia 26] à noite e depois da entrevista do juiz Sérgio Moro no programa Roda Viva comecei a ser procurado por vários deputados que querem assinar a PEC. Pelo ritmo da coleta, creio que até amanhã [quarta, dia 28] ou início da semana que vem teremos as 171 assinaturas necessárias”, disse Manente, que é líder do PPS, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Nesta segunda-feira, Moro defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF)mantenha o entendimento que permite a prisão após condenação em segunda instância e disse que o ideal seria a aprovação de uma emenda constitucional permitindo a mudança. Moro destacou que a medida era importante para se evitar que as penas fossem executadas só no trânsito em julgado das ações.

A PEC propõe a substituição do artigo da Constituição onde diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” por “ninguém será considerado culpado até a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso”. Manente alega que a Carta Constitucional de 1988 era resultado do traumático período da ditadura militar, mas o texto como foi aprovado logo após a redemocratização do País não serve mais para os tempos atuais.

“Devemos admitir que, passados quase 30 anos, o momento social e o regime político-constitucional em que vivemos tornou-se diferente. Com muito esforço, a sociedade brasileira caminhou no sentido de exigir transparência e garantia de seus direitos no âmbito social e político; as instituições políticas, por sua vez, tornaram-se mais sólidas e confiáveis”, justifica Manente na proposta.

Segundo o líder do PPS, a presunção de inocência já está garantida na primeira e na segunda instâncias, esta última também responsável por analisar fatos e provas. “Os recursos cabíveis da decisão de segundo grau, ao STJ ou STF, não se prestam a discutir fatos e provas, mas apenas matéria de direito. Portanto, mantida a sentença condenatória, estará autorizado o início da execução da pena”, ressalta o autor da PEC. Manente lembra na PEC que Alemanha e Argentina já seguem o entendimento de que o condenado em segunda instância deve começar a cumprir a pena.

Intervenção

Devido à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o Congresso Nacional não pode aprovar mudanças na Constituição Federal. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu recentemente que diante da impossibilidade de aprovação de PECs, as matérias poderão ser apreciadas apenas nas comissões, mas não poderão passar pelo crivo do plenário. Como a intervenção estará em vigor até 31 de dezembro, mesmo que a PEC avance na Casa, não há chances de concluir sua tramitação nesta legislatura.

“É óbvio que o caso do ex-presidente impulsionou essa discussão. Mas, se aprovada a PEC, a prisão em segunda instância valerá para todos, não importando se é para o Lula ou para qualquer cidadão. O que não dá é para ficarmos esperando o STF mudar um entendimento após ser provocado pela defesa do ex-presidente”, afirmou o deputado na nota.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

“Estou com a tranquilidade dos inocentes”, diz Lula

Porto alegre – No dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga seu pedido de habeas corpus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 22, estar com a “tranquilidade dos inocentes”. Em entrevista concedida a jornalistas da Rádio Guaíba, o petista disse que espera um julgamento digno das esferas superiores da Justiça.

“Estou com a tranquilidade dos inocentes, e eles com a intranquilidade dos culpados. Eles sabem que montaram uma farsa para me condenar. Estão julgando os governos do Lula e da Dilma. Veja que aquele menino, o tal de Dallagnol, ele deveria ter sido exonerado quando contou a mentira do PowerPoint”, afirmou.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa na sessão de hoje o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula para impedir sua eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. A análise dos embargos do ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) foi agendada para a próxima segunda-feira.

“A única coisa que eu quero deste processo é que alguma instância superior ou STJ ou STF julgue o mérito do processo. Eu não posso aceitar, o conjunto de mentiras que foi montado para tentar condenar o Lula. Eu tenho uma relação de honestidade com o povo. O povo sabe que não minto”, disse o petista.

Lula também criticou a política econômica e social adotada pelo presidente Michel Temer. “Essa gente que tá aí não sabe governar, não sabe cuidar do Brasil, eles estão vendendo nosso País, e eu quero dizer que, se o PT quiser, eu sou candidato. Se eu puder ser candidato porque nós vamos fazer um referendo revogatório ou uma nova Constituinte para desfazer essa ‘safadeza’ que eles estão fazendo com nosso povo”, afirmou.

No Rio Grande do Sul, Lula foi alvo de protestos durante a caravana que circula por cidades do interior e seguirá para Santa Catarina e Paraná. O petista disse que o Estado gaúcho está “muito conservador” e lamentou as manifestações que ocorreram no município de Bagé. “Eu achei uma afronta, meia dúzia de fazendeiros, junto com jovens do agronegócio acharem que podem impedir dois presidentes, dois governadores de Estado e sete deputados de entrarem na cidade”, criticou.

Segundo o ex-presidente, na última vez em que esteve em Bagé foi para participar de um ato público com mais de 40 mil pessoas, para criar a Unipampa. Lula disse que a origem dos protestos é o ódio disseminado no Brasil desde 2013 e que foi acentuado após a campanha de Aécio Neves contra Dilma Rousseff.

Na passagem pela cidade gaúcha de ­São Borja, conhecida como “Terra dos Presidentes”, Lula disse que não irá trilhar o desfecho dos ex-mandatários do País. “Eu, primeiro, não tenho a vocação de Getúlio. Eu não vou me matar. Segundo, eu não tenho a vocação de João Goulart. Eu não vou sair do Brasil. Eu vou ficar aqui dentro do Brasil. Eu vou terminar minha caravana dia 28 em Curitiba, na Boca Maldita, em um grande ato público. Se quiserem tomar a decisão, tomem. Não estou acima da lei. Quero é a chance de ver o mérito do meu processo ser julgado”, salienta.

 

 

 

Fonte: Exame.abril.com.br

Programa Jovem Aprendiz Bradesco – Inicio em 2018

Vaga Coordenador Atendimento ao Cliente

O banco Bradesco a cada dia que passa vem se tornando um dos maiores bancos no Brasil no setor privado, como está em desenvolvimento está abrindo diversas oportunidades para contratar novos jovens aprendizes ou outros jovens que já estão no mercado de trabalho e está em busca de algo melhor ou o tão sonhado primeiro emprego. Trabalhando no Bradesco o jovem tem diversas opções de crescimento para ter sucesso na sua carreira profissional.
E não será diferente no ano de 2018 o Bradesco está abrindo as inscrições para o seu programa de jovens talentos dando a oportunidade a diversos jovens brasileiros que desejam trabalhar em uma um banco como o Bradesco.
Essa grande oportunidade vem sendo a escolha perfeita para diversos jovens que já estão atuando no banco.

O Bradesco sem duvidas é uma empresa de valores que investe na carreira de todos os seus colaboradores, propiciando a cada colaborador desenvolvimento pessoal e interpessoal.
Bradesco foi avaliado por empresas que fazem pesquisa no mercado de trabalho como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Requisitos solicitados aos jovens:
14 a 18 anos.
Estar matriculado em uma instituição de ensino.
Se o candidato for PCD não há restrição de idade.
Vagas para ambos os sexos.
Conhecimento básico em informatica.
Boa comunicação e escrita.

Benefícios oferecidos:
Bolsa auxilio de até 980,00.
Participação nos lucros da empresa.
Vale refeição.
Vale alimentação.
Cartão cultural.
Seguro de vida Bradesco.
Vale transporte.
Convenio medico e odontológico.

Fonte: jovemaprendizinscricoes2018.site

Temer ‘prova’ que está vivo e volta a receber aposentadoria em SP

O presidente Michel Temer (MDB) fez o recadastramento anual de seus dados pessoais, a “prova de vida”, e voltou a receber sua aposentadoria de procurador estadual, congelada em setembro, por conta da pendência. A informação foi confirmada pela São Paulo Previdência (SPPrev), órgão responsável pelas aposentadorias dos servidores públicos do Estado de São Paulo.

Na época em que o valor foi retido, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República esclareceu que Michel Temer não havia atualizado o cadastro no SPPrev “por falta de tempo”, mas que a situação seria regularizada em breve.

Como procurador aposentado, Michel Temer recebe o salário bruto de 45.055 reais, mas, por conta do teto para o pagamento de funcionários públicos, o valor cai para 22.109 reais. Com a situação regularizada, os valores atrasados, inclusive o 13º, foram pagos.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

MPF pede pena de 386 anos de prisão a Eduardo Cunha

O Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal apresentou nesta terça-feira à Justiça Federal as alegações finais no processo que tem entre os réus os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). A ação penal aberta contra Cunha e Alves, sob responsabilidade do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, apura o suposto recebimento de propina pelos emedebistas em um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal, descoberto pela Operação Sépsis.

No documento anexado ao processo, os procuradores pedem que Eduardo Cunha seja condenado a 386 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, prevaricação e lavagem de dinheiro. O MPF também quer que Henrique Alves seja sentenciado a 78 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Preso em Curitiba desde outubro de 2016, Cunha já foi condenado a catorze anos e seis meses de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em segunda instância, em um processo da Operação Lava Jato. Detido em Natal desde junho de 2017, Alves é réu em outra ação penal, na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, sem sentença até o momento.

“É essencial para a definição das penas de Henrique Alves e Eduardo Cunha a constatação de serem estes criminosos em série (criminal serial), fazendo da política e da vida pública um caminho para a vida delituosa. De fato, restou demonstrado no curso da ação penal que Cunha e Alves possuem personalidades voltadas para o crime, para a corrupção em seu sentido mais amplo”, afirmam os procuradores nas alegações finais.

Conforme a denúncia aceita pelo juiz Vallisney Oliveira, Eduardo Cunha e Henrique Alves indicaram e sustentaram politicamente no cargo o ex-diretor de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Cleto, que, em troca, informava Cunha e o lobista Lúcio Bolonha Funaro sobre pedidos de empresas por investimentos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), controlado pelo banco estatal. O emedebista e Funaro procuravam os empresários e exigiam propina em troca da liberação dos recursos.

Além das duras penas de prisão pedidas contra Eduardo Cunha e Henrique Alves, o MPF solicitou à Justiça Federal que eles paguem, respectivamente, 13,7 milhões de reais e 3,2 milhões de reais a título de reparação de danos materiais e morais.

Também são réus nesse processo Lúcio Funaro, Fábio Cleto e o ex-funcionário de Funaro Alexandre Margotto. O MPF pediu penas de 32 anos de prisão ao lobista e a Cleto e de  dez anos e oito meses de reclusão a Margotto. Os três firmaram acordos de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Defesa

O advogado Délio Lins e Silva Júnior, que defende o ex-deputado Eduardo Cunha, afirma que “as alegações finais do Ministério Público Federal configuram uma peça de ficção científica, sem provas, com afirmações inverídicas que não se prestam a sustentar uma condenação”.

 

 

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

‘Estou ótimo, embora toda hora alguém queira me matar’, diz Temer

Meio sério, meio de brincadeira, o presidente Michel Temer (PMDB) reclamou das versões pessimistas que, segundo ele, estariam sendo difundidas sobre sua saúde: “Passei por três cirurgias, tive infecção no fim do ano e nem pude passar quatro dias na praia, como gostaria, mas estou ótimo. Embora toda hora alguém queira me matar. Uns por vontade mesmo, outros por desinformação”, disse.
Temer veio para São Paulo nesta quinta-feira para se consultar com o urologista Miguel Srougi depois de ter passado por uma cirurgia para desobstrução do canal urinário, com colocação de sonda. Ele vai aproveitar para se consultar também com o cardiologista Roberto Kalil, já que em novembro se submeteu a uma intervenção cirúrgica para a colocação de stents.
A previsão é que o presidente fique em São Paulo até sexta-feira, 12, já que também deverá se encontrar com o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, uma espécie de consultor jurídico do presidente, que terá que responder a 50 perguntas por escrito feitas pela Polícia Federal no inquérito que investiga a participação de Temer em irregularidades envolvendo o Porto de Santos.
Reclamações
O presidente não reclamou apenas daqueles que divulgam versões negativas sobre a sua saúde – também se manifestou sobre outras críticas e acusações (injustas, segundo ele) que têm recebido até de aliados. Um dos traumas de Temer é ter sido atacado até por velhos amigos durante as duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que poderiam ter lhe custado o mandato. “Eles me conhecem a vida toda, sabem que não tenho lanchas, jatos, fazendas, nada disso. E permitem que me chamem de ladrão? É muito duro conviver com isso.”
Ele se defendeu da acusação de viver aos solavancos, de recuo em recuo, e se concentrou na notícia de que o governo mudaria a chamada “regra de ouro”, que impede emissão de dívida para arcar com despesas correntes. Diz que foi surpreendido pela notícia na imprensa, chamou os ministros econômicos para se informar e mandou suspender o debate: “Todo esforço do meu governo é recuperar a economia. Como vou chegar a Davos [fórum econômico mundial na Suíça no final de janeiro], tendo de explicar que querem flexibilizar justamente as regras de responsabilidade fiscal?”
Previdência e Lava Jato
Seu plano para o último ano de mandato é, além de aprovar a reforma da Previdência, “continuar com as medidas que tomamos para recuperar o País, não só no Congresso, mas também por decisões administrativas”. No fim, o sonho de amenizar o “presidencialismo de coalizão”, que deixa os presidentes reféns de partidos e de pressões populistas. A forma será um projeto de “semipresidencialismo”, mas “isso fica para adiante”.
Temer disse ainda que acha que a Operação Lava Jato praticamente esgotou o que tinha de fazer e elogiou a decisão do diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, nomeado por ele, de concluir até dezembro investigações sobre políticos com foro no Supremo: “Isso é ótimo. Tira o peso das pessoas”.

 

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br