Operação da PF põe Banco Central sob pressão

A Operação Encilhamento, que investiga fraudes de R$ 1,3 bilhão na previdência de 28 prefeituras, deverá provocar sanções da Comissão se Valores Mobiliários – CVM e atuação do Banco Central em ao menos quatro instituições financeiras.

Segundo uma fonte do setor que prefere não se identificar, a operação evidenciou que o sistema financeiro está contaminado em larga escala pela corrução.

“O dinheiro não fluiu das prefeituras direto para o bolso dos criminosos. Ele passava por fundos de investimentos, e não houve qualquer sinal de alarme na Comissão de Valores Mobiliários, nem no Banco Central”, diz.

“Temos um problema sistêmico aqui”, garante.

 

Fonte: veja.abril.com.br

Temer decide mudar o comando da PF

O presidente Michel Temer (PMDB) definiu o nome do delegado Fernando Segóvia como diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele substituirá Leandro Daiello, que estava no cargo desde 2011. O presidente se reuniu com Segóvia e o ministro Torquato Jardim (Justiça) no começo da tarde desta quarta-feira.

O nome de Fernando Segóvia foi confirmado pelo Ministério da Justiça na tarde desta quarta-feira. Em breve nota, a pasta diz que Torquato “expressa ao delegado Leandro Daiello seu agradecimento pessoal e institucional pela competente e admirável administração da Polícia Federal”. O texto também exalta o currículo de Segóvia, que foi superintendente da PF no Maranhão e adido policial na África do Sul, “tendo exercido parcela importante de sua carreira em diferentes funções de inteligência nas fronteiras do Brasil”.

No novo cargo, o delegado será o responsável por chefiar as investigações criminais em curso no órgão, incluindo a Operação Lava Jato. Em setembro, a coluna Radar On-Line noticiou que Fernando Segóvia, graças ao período que passou no Maranhão, era o nome favorito da alta cúpula do PMDB, em especial do ex-presidente José Sarney (PMDB), para o comando da PF. Sarney, à coluna, negou a informação.

Segóvia fazia parte de uma lista tríplice que foi elaborada pelo Ministério da Justiça como sendo os nomes ideais para o comando da Polícia Federal. A relação foi apoiada por cinco entidades de categorias que atuam no órgão, sendo a principal a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e também era composta pelos delegados Luiz Pontel e Rogério Galloro.

Essa lista não gozava do apoio da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), outra entidade que representa os policiais federais. A ADPF elaborou, com o voto de 1.300 delegados, uma outra relação, com os nomes de Erika Marena, Rodrigo Freitas e Marcelo Teixeira, encaminhada à Presidência da República em 2016. Pela Constituição brasileira, no entanto, a escolha é livre prerrogativa do presidente, através do ministro da Justiça.

Leia a íntegra da nota oficial do Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça comunica que o senhor presidente da República escolheu nomear o delegado Fernando Segóvia como novo diretor-geral do Departamento de Polícia Federal.

Nesta mesma oportunidade, o ministro da Justiça expressa ao delegado Leandro Daiello seu agradecimento pessoal e institucional pela competente e admirável administração da Polícia Federal nos últimos seis anos e dez meses.

O delegado Fernando Segóvia é advogado formado pela Universidade de Brasília, com experiência de 22 anos na carreira. Foi superintendente regional da PF no Maranhão e adido policial na República da África do Sul, tendo exercido parcela importante de sua carreira em diferentes funções de inteligência nas fronteiras do Brasil.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br

Fachin autoriza PF a interrogar Temer sobre delação da JBS

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira a Polícia Federal a tomar o depoimento do presidente Michel Temer (PMDB). De acordo com a decisão, ele deverá depor por escrito e terá 24 horas para responder aos questionamentos dos delegados sobre as citações ao seu nome nos depoimentos da delação da JBS.

Temer é investigado em inquérito que tramita no STF por corrupção passiva, obstrução da Justiça e pertencimento a organização criminosa, crimes apontados em relatório feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base em gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, assim como em delações dele e de outros executivos da JBS.

No mesmo inquérito é investigado o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), ex-assessor especial de Temer, também envolvido nas delações da JBS. Ele foi flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil de um diretor do grupo, que afirmou que o dinheiro era para o presidente da República. O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que também estava neste inquérito, conseguiu nesta terça-feira separar sua investigação.

Na semana passada, a defesa de Temer recorreu Supremo para suspender a tentativa da PF de ouvir o presidente. Em petição enviada a Fachin, relator do inquérito no STF, os advogados sustentam que o presidente não pode prestar depoimento porque ainda não está pronta a perícia que está sendo feita pela própria PF no áudio no qual Joesley  gravou uma conversa com o presidente.

“Não obstante, com o devido respeito, entende-se como providência inadequada e precipitada [tomar o depoimento de Temer], conquanto ainda pendente de conclusão a perícia no áudio gravado por um dos delatores, diligência extremamente necessária diante das dúvidas gravíssimas levantadas – até o momento – por três perícias divulgadas”, disse a defesa.

 

 

Fonte: Veja.abril.com.br